quarta-feira, 24 de março de 2010

Não ...


 Se não me tivesses traído com a tua ex namorada, eu nunca teria acabado contigo! Durante semanas são atendi os teus telefonemas nem respondi aos teus e-mails e no móvel à entrada amontoavam-se centenas de cartas das quais muitas eu nem me dei ao trabalho de abrir... Magoada, terrivelmente magoada ... era assim que eu estava. Triste arrumava a sala quando ouvi a campainha tocar. Abri sem ver primeiro quem era e lá estavas tu! Serena a olhar para mim. Olhava-mos olhos nos olhos, uma da outra sem desviar o olhar nem sequer por um segundo. Tu caminhas até mim e sinto uma vontade de dar um passo a trás mas não dou. Eu queria-te ali! Parte de mim perguntava "Porque demoras-te tanto?" mas outra negava-te por completo. Sentia-me dividida sem saber o que pensar ou como agir. Ao fim de dares 3 passos agarras o meu corpo pela cintura e puxas com firmeza contra ti. Beijas-me e eu assisto. A tua mão começa a desapertar os botões da minha blusa e eu deixo. Depressa chega-mos à cama deixando nossas roupas pelo corredor... Em cima de mim começas a beijar-me a boca, depois o pescoço ... Dou por mim a sentir os meus mamilos endurecerem com a tua língua que depois vai lentamente das minhas mamas até ao umbigo ... À medida que ela ia descendo, os teus cabelos encharcados pela chuva que caía lá fora provocam repentinos arrepios de prazer enquanto tocavam o meu corpo quente. Esse teu cheiro, Meu Deus como eu fico molhada com o teu toque. Rapidamente brincas com o meu clitóris e eu reviro os olhos quando entras dentro de mim. Completamente louca! Agora a tua língua a brincar na minha vagina e os teus dedos a entrarem... Desculpa se saiu mal, mas não tinha outra hipótese! Não controlei, e vim-me para a tua boca. Por instantes senti o nosso amor a fluir de novo. Pouco depois adormeci no teu peito... A tua mão passa pelos meus cabelos e acordo. Olhas para mim e pedes perdão assim como perdes que volte para ti. Dizes que me amas. Respondi que não... Tu sais debaixo dos cobertores que nos cobriam e começas a vestir as tuas roupas à medida que as apanhas do chão. Pouco depois ouço a porta bater. O telemóvel nao tornou a tocar, os e-mails desaparecem de vez e a caixa de correio começa a ter apenas as contas da água, luz e da renda...

Sem comentários:

Enviar um comentário