O teu brilho já se perdeu.
Fraquejas-te no trono de "Pai Perfeito"!
Perdes-te as armas, perdeste o exército,
Mas mesmo assim não te dás ao respeito.
Onde estão os teus escudos?
Eram cinzentos com uma fita prateada à volta,
Eram reluzentes como o reflexo da água num espelho.
Divertes-te a saltar de mulher em mulher , de vida em vida ..
E as tuas espadas cortantes?
Aquelas cobertas do sangue da família com que tu acabas-te,
Onde estão elas agora ?
Não me digas que as escondes-te ..
Essa tua armadura inquebrável que eu fiz questão de ta tirar,
Consome-me , castiga-me e vai continuar até me matar.
Levanta-te Pai ! Volta a nascer!...
Levanta-te Pai ! Volta a nascer!...
Volta a viver sabendo que ainda podes morrer.
Não queiras morrer aos poucos mas sim por inteiro,
Óh meu cruel e fatigante cavaleiro...
Terá hoje a palavra "Pai", para ti algum valor?
«Eu sou aquela a quem tiraste (e deste) toda e qualquer coisa».
Sem comentários:
Enviar um comentário