domingo, 16 de janeiro de 2011

Foi o amor...

 
Foi o amor que nos juntou, assim como foi o amor que nos separou.
Foi o amor que fez os nossos corações bater, assim como foi o amor que partiu os nossos corações.
Foi o amor que nos fez viver todo dia, assim como foi o amor que nos faz morrer todas as noites.
Foi o amor que fez os nossos beijos, assim como foi o amor que separou os nossos lábios.
Foi o amor que criou o nosso "para sempre", assim como foi o amor que nos fez deixar de acreditar nisso mesmo.
Foi o amor que nos fez um ramo de rosas lindas, assim como foi o amor que fez o ramo cheirar como merda!
Foi o amor que nos amarrou, assim como foi o amor que soltou as nossas amarras.
Foi o amor que nos fez respirar, tal como foi o amor que nos sufocou.
Foi o amor que nos juntou no passado, assim como foi o amor que nos separou no presente, e tal como será o amor a tirar o rumo ao nosso futuro, futuro esse que seria perfeito se voltássemos aos braços uma da outra...
Mas sabes o que mais me custa entender? É que estás com outra não por amor, eu estive com outra não por amor, e o nosso amor está a morrer, lentamente e cada vez deixa de doer tanto...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Para mim, tu serás sempre tudo.



Sem ti eu desespero, como se não soubesse viver. Passei enumeras noites a desejar que o passado voltasse, noites sem ti ao meu lado. O meu coração não tem medo de te amar, mas a vida é cruel e afogo as minhas mágoas aqui. Eu sei, tenho a plena noção de que para mim tu serás sempre tudo e eu fiz de tudo para te ter ao pé de mim. A verdade é que já não sei o que fazer para não sofrer mas caramba... Isto custa tanto... Tive tantas noites ao teu lado, onde te amei sem nenhuma dúvida, sem nenhum medo. Quando te vi partir, fiz de tudo para que voltasses ao meu mundo, tentei voltar a chamar-te de namorada. Enfim, lá no fundo eu sei que não estou sozinha, que te tenho ao pé de mim, mas se é para ficarmos assim, eu com uma e tu com a outra, então mais vale cruzar os braços e deixar-te fugir por entre os meus dedos, impedir as minhas mãos de te agarrarem e, impedir o meu coração de te continuar a amar...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tudo sobre sonhos...



Este desejo tem tudo a ver com sonhos, és tu tudo o que se pode sonhar... Não preciso de dormir para sonhar que estás aqui, para desejar a tua boca aberta, a tua voz folgante e cheia de gemidos doces, tenros e ao mesmo tempo selvagens, indomáveis... Os teus lábios cheios de saliva minha, sim, esses lábios bem encarnados como o sangue, tão frios como o gelo, tão carnudos como o tronco de uma árvore acabada de plantar. Como eu sonho em te-los colados aos meus a fazerem maravilhas, como eu desejo soltar a leoa que tenho dentro de mim e morde-los, morde-los e morde-los até ficarem em ferida, até não poder mais. Os teus olhos são mais um motivo de sonhar... Castanhos vivos, cor de avelã, grandes, enormes, gigantes... Esses teus olhos que me conquistaram o corpo e a alma com o teu famoso olhar sedutor, provocador e possessivo. Quando piscas os olhos, ó Meu Deus... És o meu pecado! O teu nariz, que te dá aquela feição ao rosto delicada e perfeita, que te favorece tudo, dando a simetria perfeita ao teu rosto oval. Os teus cabelos longos, bastante, bastante longos, com uma ondulação extremamente acentuada. Fazes-me comer-me por dentro, pões todos os meus órgãos a comerem-se cruelmente dentro de mim por eles saberem melhor que ninguém o que tu não sabes, mas que deverias saber: o quanto os teus cabelos negros, soltos que balançam ao vento, fazem um contraste mais que brutal com o teu tom de pele claro, quase como um bege assim para o sujo. O teu pescoço fino e inocente no qual eu quero deixar marcas de um sexo selvagem, de duas loucas insaciáveis! Os teus braços compridos e as tuas mãos, essas mãos que estão dentro de mim sempre que sonho contigo. Os teus dedos são tão apetecíveis, têm o tamanho ideal, a grossura ideal. Tu és a ideal... O teus seios têm o tamanho exacto, são algo fora do normal. Imagino-os bem redondinhos a escorregarem para cima e para baixo ordenadamente com os meus. Os teus mamilos devem ser grossos, como os de uma grávida... Vou descendo, e essa tua barriga mata-me, arranca-me as entranhas todas. Tão perfeita, tão definida... Que mais posso eu dizer? O teu umbigo ali, redondinho, pequenino e o teu piercing preto e encarnado numa brutal mistura de cores. Eu perco-me em ti. Agora mesmo depois da barriga, a tua vagina. Linguagem fria e má, mas que cona! Eu sonho com isso depilado, firme e ainda sem ter sido tocada por nenhuma outra mulher, a não ser tu mesma. Sonho também comigo aí em baixo, passando a língua com dedicação, sugando-te o clitóris, colocando a minha língua dentro de ti e rodar, rodar, rodar e rodar até te vires umas quantas vezes na minha boca. Apetece-me mesmo passar a mão pelas tuas pernas lindas, nessa pala suave, apetitosa... Meu Deus, as tuas pernas... Altas para justificarem o teu metro e sessenta e cinco centímetros. Os teus pés, que lindos, que pés de anjo, pequeninos e esbeltos, como tu por inteiro... Anda cá, vem comigo para a minha cama. Quero sentir-te minha, tirar-te essa carência vezes sem fim. Quero foder-te mais e mais, quero penetrar-te, penetrar-te e penetrar-te... Afinal de contas, sonha com uma mulher como tu?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vens ou vais?


Segues mesmo em frente sem mim? Como consegues? Como és capaz? Temos este mundo todo só para nos ver sorrir, para vivermos juntas até um sempre ainda não concreto. De que vale sofrer em silêncio, por ti? Porque recusas as minhas palavras logo agora, justamente quando vejo o tempo a passar e os nossos corpos afastam-se cada vez mais de ficarem juntos... Há algo em nós que ainda quer sobreviver, sabes perfeitamente disso, sabes-lo mais que outra pessoa qualquer, mas contradizes-te a ti própria e não nos deixas voltar a ser um único ser, aquela espécie de junção de duas vidas numa só, sim, aquela que nós fazíamos e fazíamos tão bem... Conheço o teu perfume como a palma da minha mão, o teu corpo como cada gota de sangue em mim, e é verdade que condenei o nosso amor a um suicídio perpétuo, mas não foi por mal. Se na altura não te dei mais, foi mesmo porque não conseguia. Agora diz-me quando é que me vais deixar entrar de novo aí dentro, estou tão farta de parar de acreditar no que temos... Estou cansada, com frio à tua porta, e vou ficar aqui até que as minhas forças acabem, até que os meus olhos se fechem e eu pare de respirar... Pelo menos, duma coisa tenho a certeza, há algures neste mundo um sitio onde nós sabemos o que temos e onde tu não te refugias nos beijos de outra, enquanto amas o meu coração... Mas, se for para continuar assim com o meu coração a doer desta maneira, então leva-o, leva-o duma vez e deixa-me sozinha, o resto dos meus dias...