domingo, 5 de setembro de 2010
Ruas Pacatas
Estava a sufocar com tanto cinismo naquela esplanada. Eu, tu, a minha namorada e os teus amigos.
Que falsa eu estava a ser, és a minha amante e eu mandava-te aquele tipo de bocas foleiras que só tu entendias, mas como era aquilo possível? Caramba, estava ali estampado nos nossos olhares provocantes que éramos amantes e mesmo assim a minha namorada não sabia nem tão perto desconfiava de nada. É incrível como as coisas podem estar mesmo à frente do nosso nariz e nós nem damos por elas.
Arranja-mos uma desculpa qualquer e posemos-nos a andar dali para fora. Assim que nos vimos longe do campo de visão dela, demos a mão. Enfim, trocava tudo por uns segundos de beijos molhados, de toques excitados e de uma imensa possessão de dois corpos unidos pelo desejo louco de um amor proibido. Subimos a rua e encostamos-nos numa ruela qualquer com umas escadas. Via-mos o mercado e o elevador que leva à subida da faculdade de psicologia. Olha que duas, ai aos beijos, perdidas em enumeras atitudes e gestos de amor, carinho e desejo aos olhos de toda a gente que passasse por ali naquela hora. Apalpar, beijar, tocar, penetrar... Boca, dedos, corpos... Meu Deus, não consigo acreditar que finalmente o que mais queríamos estava a acontecer finalmente. Mas, passado um pouco voltamos para junto da minha namorada e dos teus amigos, e pronto, voltamos à vida monótona e sem interesse nenhum mais uma vez, para variar.
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